As informações tratam de que os veículos (um Fiat Topolino também fora encontrado no local) escaparam de um incêndio no imóvel, que infelizmente acabou ceifando a vida de seu proprietário. Há rumores que um parente próximo colocará o bólido à venda muito em breve. Segue abaixo as fotos do achado:
Blog oficial da Confraria VW a ar do RS. Nosso interesse: troca de informações, intercâmbio de peças, serviços, publicação de artigos, documentários, curiosidades e notícias sobre VW refrigerado a ar e o carro do século: O FUSCA! A Confraria VW a ar do RS deseja uma total integração entre os proprietários de VW refrigerados a ar e sejam bem-vindos. Fraternal abraço a todos. Carlos J. Ruiz Coelho.
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segunda-feira, 8 de agosto de 2022
domingo, 20 de junho de 2021
MMRBrasil 2021
Aos poucos de volta, ressuscitando o blog através do Vinícius Mamede, siga o link e participe do MMR Brasil 2021, o maior movimento de restauração do Brasil.
domingo, 22 de novembro de 2015
VW Split Window Beetle 1952 - achado adormecido em um celeiro.
I've been doing VW lock work for J3 Restorations of TN for a few years. I've gotten to be good friends with Rich since he's a diehard Steelers fan.
So back in June I start getting texts saying that he's got a killer job for me and that Beetle that it's from was bought in western PA. The owner was no other than Mike of American Pickers.
I shit my pants and got nervous. I wasn't getting my run of the mill job. Something "new" like some 70s or 80s locks. Nope. 1952 Split Window Beetle. GULP!
Long story short, he sends me all these pictures and tells me to keep hush on the job. Months pass by and I thought he went with someone else or was bluffin. Then he messages that the locks are on their way. I get them and the super rare ignition is broken. But BOOM I had one!!! I'll prolly never have one ever again. BUT I had it when I needed it most. Got everything done, let out a big sigh, and sent it all back. I told Rich to feel free to mention my name. LOL. We'll see. Just being in those circles is exciting stuff!
SO, here's my pictures I've had and had to hold out for months!!
Proud VW Baughman Locksmith moment!! (Then find out today that the Beetle was just 40 miles from Altoona! Sitting in a barn for 30 yrs!)
Justin Baughman (or Bugman, oxoxoxox)
Congratulations...
sexta-feira, 19 de junho de 2015
Morre o designer da VW Brasil, criador da SP-2 e Brasília entre outros, Sr. MÁRCIO PIANCASTELLI
Morreu na tarde dessa quinta-feira (18/6), aos 79 anos, o designer automotivo Márcio Piancastelli, autor das linhas do SP-1 e 2 e da Brasília, entre outros carros de sucesso da Volkswagen. Piancastelli também fez o primeiro desenho do Gol (abaixo), projetado em 1978 e recusado pela matriz na Alemanha, que queria um carro baseado nos traços do Scirocco.
A HISTÓRIA
Márcio Lima Piancastelli nasceu em Belo Horizonte (MG) em 1936. Em 1962, ao 26 anos, criou o cupê Itapuan para participar do Concurso de design, o Prêmio Lucio Meira, onde os jurados eram nada menos do que Giuseppe Farina, Luigi Segre, Mario Fissore e Brooks Stevens. Ficou em segundo lugar ganhando uma bolsa de estudos para passar mais de um ano no ateliê Ghia em Turim. Largou tudo e desistiu de prestar vestibular para aquitetura. Durante seu estágio em Turim, criou o Piant GT 1963, abaixo:
Quando voltou ao Brasil, foi contratado pela Willys-Overland do Brasil, que desenvolvia o "Projeto M", coordenado por José Maria Ramis Melquizo, Roberto Araújo e Valter Brito. Era um sedã médio baseado na inédita plataforma da Renault que daria origem ao Renault 12 na França. Piancastelli participou também da equipe que executou a reestilização total do Aero Willys, baseado em um vetuso modelo norte-americano de 1952.
Em 1967, a Willys foi comprada pela Ford, e o "Projeto M" acabou por se tornar um dos carros de maior êxito na história do Brasil: o Corcel. Porém, Piancastelli preferiu tomar o rumo da Volkswagen.
Infelizmente, na VW as coisas eram diferentes, e não havia muito o que fazer já que Friedrich Schultz-Wenk (presidente da VW do Brasil entre 1953 e 1969) sempre buscava tudo pronto de fora. Com a morte de Schultz-Wenk, assumiu o cargo Rudolf Leiding, um alemão aberto a inovações. Começaria aí a fase de ouro de Piancastelli no design brasileiro.
O serviço começou com mudanças radicais no projeto original do TL alemão. Ao lado do colega Jota (José Vicente Novita Martins), Piancastelli modificou a traseira de uma Variant e criou formas adotadas apenas no Brasil.
Mas a cultura de importar desenhos ainda prevalecia entre as grandes fabricantes de automóveis e prejudicava o trabalho dos designers brasileiros. Quando Piancastelli quis fazer um substituto para o clássico Karmann-Ghia, a Volkswagen trouxe da Europa o projeto do TC - carro que nunca conseguiu fazer frente ao brasileiríssimo Puma (obra de Rino Malzoni).
Inconformado, Piancastelli começou a trabalhar em um cupê mais arrojado: o SP. Era um carro baixo, com grande área envidraçada e traços muito modernos para a época. A ideia recebeu carta branca de Rudolf Leiding, presidente da VW do Brasil, e foi adiante. Lançado em 1972, o modelo tinha lá seus problemas. Foi apresentado em duas versões: SP-1 (com motor 1.600) e SP-2 (com motor 1.700). A primeira era muito lenta e morreu no nascimento, mas disso Piancastelli não tinha culpa, já que cuidava apenas do design. Outro ponto contra era o calor que fazia na cabine, dado que o para-brisa era muito inclinado. Este VW, o SP-2 chegou a ser chamado de "o Volkswagen mais bonito do mundo".
Nessa época, os departamentos de design das filiais de montadoras eram muito restritos e escondidos. Criações novas eram feitas à sete chaves das matrizes, que permitiam no máximo retoques no desenho.
Com a venda da Vemag para a Volkswagen em 1967, Piancastelli foi para a VW e ali criou seus carros mais famosos juntamente com seu colaborador, José Vicente Martins, o Jota.
Na VW recebe do então presidente, Rudolf Leiding, a tarefa de adaptar um modelo já existente na Alemanha para os padrões brasileiros. Mas a mente criativa de Piancastelli inova, e ao invés de fazer apenas uma perfumaria no 1600 notback alemão, cria, a partir de uma Variant cortada, um fastback de linhas muito mais harmoniosas que o original. Nasce o 1600 TL. Leiding ficou tão empolgado com o novo carro que sacou seu próprio talão de cheque e deu uma gratificação a equipe de Piancastelli.
O TC era muito bonito, mas ainda não satisfazia a VW, assim Piancastelli e equipe começam a trabalhar dois projetos em paralelo. Em 1972 nascia um esportivo capaz de bater o Puma em duas versões de motorização, uma com motor 1600 chamada de SP-1 em homenagem ao estado de São Paulo. O projeto apesar de belo, não vingou devido ao baixo desempenho, e logo foi lançada outra versão com motor 1700 com carburação dupla, batizada de SP-2, que logo depois sucumbiria também pelo mesmo motivo anterior, perdendo o posto para o Passat.
O carro é até hoje considerado um dos mais belos VW de todos os tempos. Atualmente, é o único modelo não criado pela equipe de designers da Alemanha a estar no museu da marca na sede em Wolfsburg.
Para fazer o desafio do carro médio e espaçoso com mecânica a ar do VW 1600, Piancastelli fez 40 esboços. Pensou na plataforma do Fusca, mas essa era demasiadamente curta. A solução foi usar a da Variant. Nascia então o grande sucesso: a VW Brasilia. que chegou às concessionárias em 1973. A proposta de Leiding era criar um carro mais espaçoso, iluminado e arejado com a mecânica dos VW a ar, dominante na Volkswagen do Brasil.
Piancastelli, criou uma carroceria de linhas retas, num conceito de carro pequeno por fora e grande por dentro que vinha do inglês Mini.
A Brasilia teve 950 mil unidades vendidas no Brasil e 180 mil no exterior. Quando viajava com a família para Belo Horizonte, Piancastelli percebeu o quanto o motor traseiro, praticamente dentro da cabine, era ruidoso. Chegou a desenhar uma Brasilia II com motor dianteiro mas, a essa época, a Volks já tinha outros planos.
Até onde os alemães permitiram, Piancastelli contribuiu também para o projeto automobilístico de maior êxito no Brasil: a criação da família BX, formada por Gol, Parati, Voyage e Saveiro. Piancastelli deixou a Volkswagen e as atividades automobilísticas em 1992, deixando sua colaboração nos projetos do novo Santana (1991), do Logus, do Pointer e do Gol "Bolinha". Abaixo, o mural em sua casa com seus desenhos:
Piancastelli passou então, a desenhar eletrodomésticos. Em seus últimos anos de vida, o genial criador teve seu trabalho reconhecido. Participava de reuniões de colecionadores e atendia a pedidos para autografar carrocerias dos automóveis de sua lavra. Na Alemanha, o SP-2 passou a ter lugar de destaque nos dois museus da Volkswagen.
Piancastelli morreu na tarde de ontem (18/6/2015), após anos de luta contra grave enfermidade.
Obrigado Piancastelli, pelas jóias deixadas e descanse em paz .
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