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domingo, 11 de setembro de 2016

Fusca pé de boi (1965 - 1968)


Como um amigo acabou de adquirir e me cobrou a presença do Fusca pé de boi no blog, segue uma rápida postagem de apresentação que em breve será atualizada com mais detalhes. 
O Fusca pé de boi, ou "Fusca Rural" como também foi chamado no interior, destinado ao consumidor que buscava um carro de baixo custo para a lida do dia-a-dia. Surgiu em 1965, sem nenhum acessório, como parte de um programa do governo que buscava incentivar as vendas de veículos novos – incipiente, a indústria automobilística brasileira não tinha 10 anos de vida, e o mercado amargava recessão após o golpe militar

Mais barato, ele se valia de uma linha de crédito facilitada. Da mesma leva, vieram outros nacionais despojados: Willys Teimoso, variação de entrada do maior concorrente do Fusca, o Gordini; DKW Pracinha (perua Vemaguete) e Simca Profissional (Alvorada).




A produção não foi longe e durou somente até 1968, sendo os dois últimos anos exclusivos à frotistas, caso da unidade das fotos, que pertenceu à uma multinacional do ramo alimentício.



Para atingir um preço competitivo, a Volkswagen foi longe ao depenar o Fusquinha. A versão Pé de Boi não possuía itens não só de conforto, mas também obrigatórios à legislação em vigor. As luzes externa e a alavanca de acionamento das setas, bem como o marcador de nível de combustível, foram suprimidos. Por dentro, nada de rádio (sequer havia a abertura da espera no painel), regulagem do encosto do banco, tampa do porta-luvas e até mesmo saídas de ar no painel. O painel de instrumentos só marcava a velocidade e a quilometragem percorrida.




A carroceria dispunha apenas de cores sólidas em conjunto com o branco adotado no aro dos faróis, puxador do capô, para-choques e maçanetas. Nada de cromados, como no Fusca "tradicional". O quebra vento vinha na cor do carro. Nas demais partes das janelas, o contorno externo dos vidros vinha emborrachado. O Fusca Pé de Boi também só saía de fábrica com uma saída de escape (nas demais versões do Fusca, eram duas).



Como o veículo das fotos se trata de um dos últimos fabricados, já era 12 volts e com motor 1.300 de 38cv e 9,1kgfm (aplicado na linha Fusca um ano antes), em vez do modelo 6 volts do 1.200 de 30cv das primeiras unidades. 


Apesar do insucesso da versão, o nome "Pé de Boi" foi tão bem assimilado pelos brasileiros que virou apelido destas versões básicas. Nesse sentido, o Pé de Boi nunca sai de linha.


segunda-feira, 22 de junho de 2015

Comemoração do dia mundial do fusca - História da Data.

Comemoração do Dia Mundial do Fusca 

Alexander Gromow (então presidente do Fusca Clube do Brasil) teve a idéia e trabalhou no sentido de lançá-la mundialmente. Tanto por cartas, como através de boletim informativo do Fusca Clube, por onde ele divulgou a idéia e harmonizou a escolha da data. Acabou prevalecendo o dia 22 de junho, data que em 1934 foi assinado o contrato que deu início ao desenvolvimento do Fusca por Ferdinand Porsche. Detalhes podem ser vistos na Declaração de Bad Camberg, que foi autenticada com as assinaturas do Dr. Bernd Wiersch, curador do Auto Museum Volkswagen, do Sr. Heinz Willy Lottermann, grande colecionador de Fuscas antigos e promotor dos eventos de Bad Camberg (falecido em 2000) e do próprio Alexander Gromow como idealizador desta data comemorativa.
Declaração de Bad Camberg foi distribuída, no dia 24 de junho de 1995, em três idiomas aos presentes na noite de confraternização do evento, eles vieram dos cinco continentes. Hoje esta declaração consta de vários sites da Internet, amplamente abertos e tendo sido traduzida para vários idiomas, inclusive: FrancêsGrego,JaponêsChinês

Depois de alguns anos a comemoração passou a ser uma homenagem especial: "Drive your VW Beetle to Work Day"; que quer dizer: "Dia de ir com seu Fusca para o trabalho" (evento que, por exemplo, nos Estados Unidos tem o aval da revista Volkswagen Trends). É uma maneira democrática de comemorar o Dia Mundial do Fusca, indo de Fusca para o Trabalho, colocando a besourada na rua. Isto ocorre de maneira independente de eventos que são realizados nos fins de semana próximos por vários clubes ao redor do mundo.
Como alguns irão tirar os seus Fuscas da garagem e outros já usam o Fusca em seu dia a dia surge a necessidade de divulgar para os demais que no dia 22 de junho, aqueles carros fazem parte de um evento internacional de homenagem do Fusca. 


Para tanto foi preparado um cartaz em formato A4 na posição paisagem para que seja divulgado entre os Fuscamaníacos para que eles sejam colocados nas janelas laterais traseiras comemorando este grande dia! Basta baixar o arquivo em Word e imprimir duas cópias. Com um pouco de fita adesiva o seu Fusca estará devidamente identificado fazendo parte deste grupo global de simpatizantes deste querido caro.

Participe você também e ajude a divulgar este material - é por uma boa causa - O Fusca merece!
A união faz a força...

Abaixo a carta supra citada:

22 de Junho - DIA MUNDIAL DO FUSCA

A partir de 1995, todos os dias 22 de junho seguintes passarão a ser o "DIA MUNDIAL DO FUSCA", uma data para se comemorar este querido, simpático e útil carro.

Por que o dia 22 de junho? 
Sim, pois nesta data, no ano de 1934, foi assinado o contrato entre a Associação Nacional da Indústria Automobilística Alemã e o Dr. Ferdinand Porsche. Segundo este contrato a Eng. h.c. Ferdinand Porsche GmbH deveria desenvolver o Volkswagen e apresentar o primeiro protótipo em 10 meses a partir desta data. Foi o dia que deu início à vitoriosa saga do FUSCA, o dia em que tudo começou.
Como será uma data mundial, a mesma deve levar em consideração as condições climáticas da Terra. O clima de junho é conveniente no hemisfério norte e é agradável na maior parte do hemisfério sul. Isto fala a favor do dia 22 de junho.

O que se pretende com esta data? 
Ter um dia de referência para comemorar o carro mais vendido do mundo, o carro que foi eleito o Carro do Século e o carro que foi eleito por seus milhões de admiradores para ser o seu objeto de estimação.

Por que este dia está sendo lançado no 5º Encontro Internacional de VW Antigos de Bad Camberg? 
Todos que comparecem a este evento e todos que, mesmo não comparecendo, tomam conhecimento do mesmo, sabem da sua importância no cenário mundial dos admiradores do FUSCA. É sem dúvida alguma um dos expoentes mundiais no que se refere a Volkswagens antigos e especiais. Participam nele fãs do FUSCA de
todo o mundo. Revistas dos quatro cantos da terra publicam artigos sobre este evento. Todos estes fatores indicam o evento de Bad Camberg como cenário ideal para o lançamento do "DIA MUNDIAL DO FUSCA"! Esta não será uma data formal. Não necessitará da homologação das autoridades. Será sim um dia de recordação para lembrar a todos sobre o carro que á a razão de ser de nosso hobby. A sua aprovação e apoio são suficientes para tornar este dia uma realidade.

Assinaram em seus respectivos cargos na época:

Dr. Bernd Wiersch
AutoMuseum Volkswagen Wolfsburg

Sr. H.W. Lottermann
Organizador do Evento Bad Camberg

Alexander Gromow
Presidente do FUSCA CLUBE do BRASIL





Fonte: Fuscabrasil.net e AVC - Argentina Volkswagen Club.

sexta-feira, 19 de junho de 2015

Morre o designer da VW Brasil, criador da SP-2 e Brasília entre outros, Sr. MÁRCIO PIANCASTELLI

Morreu na tarde dessa quinta-feira (18/6), aos 79 anos, o designer automotivo Márcio Piancastelli, autor das linhas do SP-1 2 e da Brasília, entre outros carros de sucesso da Volkswagen. Piancastelli também fez o primeiro desenho do Gol (abaixo), projetado em 1978 e recusado pela matriz na Alemanha, que queria um carro baseado nos traços do Scirocco.


A HISTÓRIA
Márcio Lima Piancastelli nasceu em Belo Horizonte (MG) em 1936. Em 1962, ao 26 anos, criou o cupê Itapuan para participar do Concurso de design, o Prêmio Lucio Meira, onde os jurados eram nada menos do que Giuseppe Farina, Luigi Segre, Mario Fissore e Brooks Stevens. Ficou em segundo lugar ganhando uma bolsa de estudos para passar mais de um ano no ateliê Ghia em Turim. Largou tudo e desistiu de prestar vestibular para aquitetura. Durante seu estágio em Turim, criou o Piant GT 1963, abaixo:


Quando voltou ao Brasil, foi contratado pela Willys-Overland do Brasil, que desenvolvia o "Projeto M", coordenado por José Maria Ramis Melquizo, Roberto Araújo e Valter Brito. Era um sedã médio baseado na inédita plataforma da Renault que daria origem ao Renault 12 na França. Piancastelli participou também da equipe que executou a reestilização total do Aero Willys, baseado em um vetuso modelo norte-americano de 1952.

Em 1967,  a Willys foi comprada pela Ford, e o "Projeto M" acabou por se tornar um dos carros de maior êxito na história do Brasil: o Corcel. Porém, Piancastelli preferiu tomar o rumo da Volkswagen.

Infelizmente, na VW as coisas eram diferentes, e não havia muito o que fazer já que Friedrich Schultz-Wenk (presidente da VW do Brasil entre 1953 e 1969) sempre buscava tudo pronto de fora. Com a morte de Schultz-Wenk, assumiu o cargo Rudolf Leiding, um alemão aberto a inovações. Começaria aí a fase de ouro de Piancastelli no design brasileiro. 
O serviço começou com mudanças radicais no projeto original do TL alemão. Ao lado do colega Jota (José Vicente Novita Martins), Piancastelli modificou a traseira de uma Variant e criou formas adotadas apenas no Brasil.
Mas a cultura de importar desenhos ainda prevalecia entre as grandes fabricantes de automóveis e prejudicava o trabalho dos designers brasileiros. Quando Piancastelli quis fazer um substituto para o clássico Karmann-Ghia, a Volkswagen trouxe da Europa o projeto do TC - carro que nunca conseguiu fazer frente ao brasileiríssimo Puma (obra de Rino Malzoni).
Inconformado, Piancastelli começou a trabalhar em um cupê mais arrojado: o SP. Era um carro baixo, com grande área envidraçada e traços muito modernos para a época. A ideia recebeu carta branca de Rudolf Leiding, presidente da VW do Brasil, e foi adiante. Lançado em 1972, o modelo tinha lá seus problemas. Foi apresentado em duas versões: SP-1 (com motor 1.600) e SP-2 (com motor 1.700). A primeira era muito lenta e morreu no nascimento, mas disso Piancastelli não tinha culpa, já que cuidava apenas do design. Outro ponto contra era o calor que fazia na cabine, dado que o para-brisa era muito inclinado. Este VW, o SP-2 chegou a ser chamado de "o Volkswagen mais bonito do mundo".


Nessa época, os departamentos de design das filiais de montadoras eram muito restritos e escondidos. Criações novas eram feitas à sete chaves das matrizes, que permitiam no máximo retoques no desenho.
Com a venda da Vemag para a Volkswagen em 1967, Piancastelli foi para a VW e ali criou seus carros mais famosos juntamente com seu colaborador, José Vicente Martins, o Jota.
Na VW recebe do então presidente, Rudolf Leiding, a tarefa de adaptar um modelo já existente na Alemanha para os padrões brasileiros. Mas a mente criativa de Piancastelli inova, e ao invés de fazer apenas uma perfumaria no 1600 notback alemão, cria, a partir de uma Variant cortada, um fastback de linhas muito mais harmoniosas que o original.  Nasce o 1600 TL. Leiding ficou tão empolgado com o novo carro que sacou seu próprio talão de cheque e deu uma gratificação a equipe de Piancastelli.

TC era muito bonito, mas ainda não satisfazia a VW, assim Piancastelli e equipe começam a trabalhar dois projetos em paralelo. Em 1972 nascia um esportivo capaz de bater o Puma em duas versões de motorização, uma com motor 1600 chamada de SP-1 em homenagem ao estado de São Paulo. O projeto apesar de belo, não vingou devido ao baixo desempenho, e logo foi lançada outra versão com motor 1700 com carburação dupla, batizada de SP-2, que logo depois sucumbiria também pelo mesmo motivo anterior, perdendo o posto para o Passat. 

O carro é até hoje considerado um dos mais belos VW de todos os tempos. Atualmente, é o único modelo não criado pela equipe de designers da Alemanha a estar no museu da marca na sede em Wolfsburg.

Para fazer o desafio do carro médio e espaçoso com mecânica a ar do VW 1600, Piancastelli fez 40 esboços. Pensou na plataforma do Fusca, mas essa era demasiadamente curta. A solução foi usar a da VariantNascia então o grande sucesso: a VW Brasilia. que chegou às concessionárias em 1973. A proposta de Leiding era criar um carro mais espaçoso, iluminado e arejado com a mecânica dos VW a ar, dominante na Volkswagen do Brasil.
Piancastelli, criou uma carroceria de linhas retas, num conceito de carro pequeno por fora e grande por dentro que vinha do inglês Mini.

A Brasilia teve 950 mil unidades vendidas no Brasil e 180 mil no exterior. Quando viajava com a família para Belo Horizonte, Piancastelli percebeu o quanto o motor traseiro, praticamente dentro da cabine, era ruidoso. Chegou a desenhar uma Brasilia II com motor dianteiro mas, a essa época, a Volks já tinha outros planos.
Até onde os alemães permitiram, Piancastelli contribuiu também para o projeto automobilístico de maior êxito no Brasil: a criação da família BX, formada por Gol, Parati, Voyage e Saveiro. Piancastelli deixou a Volkswagen e as atividades automobilísticas em 1992, deixando sua colaboração nos projetos do novo Santana (1991), do Logus, do Pointer e do Gol "Bolinha". Abaixo, o mural em sua casa com seus desenhos: 


Piancastelli passou então, a desenhar eletrodomésticos. Em seus últimos anos de vida, o genial criador teve seu trabalho reconhecido. Participava de reuniões de colecionadores e atendia a pedidos para autografar carrocerias dos automóveis de sua lavra. Na Alemanha, o SP-2 passou a ter lugar de destaque nos dois museus da Volkswagen.

Piancastelli morreu na tarde de ontem (18/6/2015), após anos de luta contra grave enfermidade.

Obrigado Piancastelli, pelas jóias deixadas e descanse em paz .

segunda-feira, 15 de junho de 2015

Faróis amarelos! Afinal pode ou não pode?

Desde 1936 a França, preocupada com o avanço da indústria automobilística alemã e de suas intenções, determinou que todos os seus carros deveriam utilizar faróis amarelos para se diferenciarem dos demais vizinhos europeus, principalmente da Alemanha. E isto assim perdurou até 1993 quando a França aboliu, por pressão da comunidade européia, tal ideia, passando a utilizar os faróis brancos. Apesar de toda esta história, já havia registro do uso de faróis amarelos em outros países europeus, inclusive na Alemanha devido a conveniência e fato de que os faróis amarelos além de "abrirem" o campo de visão sob chuva e/ou neblina, eram bem mais fáceis de serem visualizados inclusive em resgates na neve por exemplo, tanto para os resgatados como para as equipes de resgate. A ideia foi tão bacana que o tiro saiu pela culatra, pois todos os vizinhos europeus começaram a utilizar os "yellow beams" em seus bólidos, e a moda pegou mundo afora.















 O filtro amarelo elimina os espectros de cor azul/violeta, que são mais difíceis de serem processados pelo cérebro devido a tais proporções de intensidade da luz branca. No Brasil esta moda chegou nos anos 60 e 70 e foram fabricados pela Cibié e pela Rossi, citando as mais conhecidas, entre outras (Carello, GE, etc).

Segue abaixo o que diz o Código Brasileiro de Trânsito:



domingo, 10 de maio de 2015

Fusca Tigre 1300cc, lançamento janeiro de 1967.

O lançamento do Fusca 1300, em Janeiro de 1967.
O lançamento do fusca Tigre foi uma badalação no meio automotivo devido à figura de um TIGRE que foi utilizada para se fazer alusão aos 10 cavalos a mais de potência do novo motor  a equipar o então chamado "modelinho"! Inclusive, era colocado sob o capuz do motor, um rabo de tigre com acionamento mecânico, onde este se movia para os lados sinalizando a bravura dos novos motores 1300cc e 1500cc da família VW, bem como o fuscão e kombi. Fala-se ainda que chegaram a pintar alguns fuscas com a camuflagem semelhante a pelagem do tigre para causar mais impacto comercial e inclusive, colavam adesivos de pegadas de tigre no chão da concessionária, que levavam até os bólidos.


Clique e assista o comercial de lançamento do Fusca Tigre 1300cc...





Em comparação com o então antigo motor 1200cc, o novo 1300cc possuía 1285cc reais, um aumento de cerca de 30% na potência e a ventuinha de refrigeração passou de 16 para 28 aletas.


Abaixo fotos do fusca Tigre 1967 do meu irmão Felipe Ruiz Coelho de São Leopoldo - RS.


O chassi do primeiro fusca 1300 foi B - 336101 e seu motor foi de número BF - 10016, indo até 1983 com esta configuração, quando em 1984 deixou de ser produzida.




Emblema "1300" na tampa do motor, um novidade na época em questão...



Abaixo, painel de um Fusca 67 com os botões Tigre da POLICRISTAL, feitos em alusão ao lançamento (fusca do meu irmão Felipe Ruiz Coelho, de São Leopoldo - RS).









quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015

Uma homenagem a DKW, a rainha das pistas...

Vida longa ao DKW!
A pequena maravilha tecnológica. Os avanços engenharia proporcionados pela DKW ficaram mundialmente conhecidos nas décadas passadas, atributos que angariariam uma legião de fãs. O mecânico de Novo Hamburgo - RS, Graciano Coin, 62 anos, foi mais longe e não deixou que o fim da produção do automóvel fosse também o ponto final d paixão que começou ainda na sua adolescência, ao dirigir pela primeira vez um DKW (lê-se DECAVÊ). Há 48 anos ele mantém uma oficina especializada nos modelos que foram produzidos no Brasil sob licença de Vemag de 1956 a 1967. Mas a marca foi fundada bem antes disso, em 1916, na Alemanha, e uniu-se ainda na década de 30 a outras três fábricas: Audi, Horch e Wanderer, que juntas formaram a Auto Union. Posteriormente, em 1957, a empresa foi adquirida pela Daimler-Benz, e em 1964, pela Volkswagen. Aí então está a origem das quatro argolas que tornaram a Audi mundialmente conhecida. A paixão de Graciano Coin pelos modelos produzidos persistiu ao longo do tempo, pois durante vários anos participou de trilhas de terra com um DKW, em Porto Alegre. Ele orgulha-se d ter ficado campeão em 12 oportunidades. "Cada um que possui um DKW tem uma história para contar", compara. Na sua oficina localizada na Rua Santa Maria, esquina com Rua Tupiniquins, no Bairro Ideal em Novo Hamburgo-RS, é difícil não encontrar peças, até mesmo as mais raras, ou ainda vários modelos em processo de restauração. O especialista afirma que , apesar de famosos, esses modelos raramente são para uso diário; "Aqui em Novo Hamburgo, como é uma cidade alemã, há bastante, mas são mais usados em encontros de carros antigos e eventos."

"Eu mesmo mesmo possuo 5 DKWs", ressalta o mecânico. 

Contatos para falar com o filho do Sr. Coin pelo e-mail: jackson_coin@hotmail.com

por Gustavo Henemann, texto da foto 02, Jornal Vale dos Sinos, Caderno Motores, página 04, fotos Juarez Machado, de 26/02/2015.






domingo, 1 de fevereiro de 2015

Fusca 1938, seria este o mais antigo do mundo? Confira!

Este vw foi achado na Lituânia e restaurado pela Família Grundmann, Sr. Traugott (pai) e Christian (filho) que são renomados restauradores e colecionadores de Vws e Porsches raros da Alemanha em Hessisch Oldendorf. Depois de muitos anos de pesquisa e restauração descobriram que este era realmente o vw mais antigo da história que ainda existia, existe um chassi de um vw30 que ainda se encontra intacto mas o restante dos vw30 foram destruídos durante a guerra, tornando este oficialmente o vw mais antigo existente já fabricado da história. Descoberto na Lituânia que pertencia a antiga URSS (União Soviética), acredita-se que o carro deve ter sido levado para o leste europeu por algum soldado russo após o término da segunda Grande Guerra, onde foi descaracterizado em sua boa parte. 
 E em algum período de sua existência, talvez nos anos 80, deva ter sido modificado passando a ter o chassi e o conjunto de motorização dianteira do veículo russo Volga M-21...


Depois do vw38 ser comprado e recuperado, poucas coisas originais sobraram do carro, retiradas todas as adaptações e o chassi do carro russo sobraram apenas algumas peças, um trabalho difícil de restauração.
 Agora já em processo de restauração e depois de muita pesquisa para saber se realmente era mesmo um dos vw mais antigos já fabricados, foi descoberto pela tampa do motor que avia detalhes semelhantes aos primeiros vw já fabricados e também a identificação foi possível pelo fato de que a numeração da placa de licença acompanhava a numeração do chassi, chegando então a conclusão que este era o vw38 #0006, conforme a lista de produção da vw.
Que pertencia ao Dr. Robert Ley, que esta segurando as luvas, em uma visita a fabrica da vw.
Na foto abaixo Dr. Robert Ley, com uniforme branco, este que era responsável pela chefia da Frente de Trabalho Alemã (Deutsche Arbeitsfront- DAF) tinha uma vida de abusos exagerada até para os padrões do regime nazista.



Como este era o vw38 de numero #0006 foi fotografado em vários momentos, seu dono o Dr. Robert Ley não dava muita a atenção ao pequeno vw pois preferia veículos mais luxuosos e não um simples vw.



 Bom vamos ao resultado, vou postar algumas fotos de como ficou, pois a quantidade de imagens é grande, então vamos ao resultado.
 A tapeçaria interna seguiu os padrões da época, conforme fotos antigas.

 No detalhe as portas vincadas, característica da época...



 Inclusive o motor conforme de época foi feito especialmente para este carro...








Lindo não? E que história!

Fonte: HoodRide - Volks Club